17.9.13

Compasso

É todos dias o mesmo vai e vem o vem e vai daonde vem pra onde vai e quem é quem, esqueci-me de quem sou pra onde vou e é assim que vou morrendo na rotina assasina e aos poucos vou deixando controlar a vida que outrora era minha já sem saber o que faço porque o faço é como um compasso andando a roda até tombar para depois acordar recuperar voltar e a rotina novamente me tentar matar gostava de perceber tudo isto gostava de perceber os numero as letras as pessoas o tempo a vida o relógio dela o amor os desencontros dele a pele escura dela o seu sorriso a sua magia o seu encanto o seu coração o porque de estarmos separados e ainda assim estarmos juntos e de não nos conseguirmos largar e voltamos sempre ao tejo aonde tudo começou já tentamos uma vez e duas e mais mas nunca resultou mas acredito que há de resultar porque se a vida é um compasso é assim que vai acabar porque foi assim que tudo começou se não fosse para ser assim então já nem estarias a ler este texto e a sorrir por perceberes que isto é em relação a ti e eu já não escreveria a pensar em ti nem te identificavas com os meus textos ficamos separados para dar tempo de amadurecermos e nos certificarmos daquilo que realmente queremos e se não for hoje será amanhã e se não for, será depois, até ficarmos só nós os dois juntos num só compasso